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© Valter Campanato/Agência Brasil

Rogério Marinho afirma que não há provas de fraude eleitoral

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), comentou a divulgação de uma carta de teor golpista do candidato, que deixou o Brasil com a família e se refugiou nos Estados Unidos após ser derrotado nas urnas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na primeira versão da carta, divulgada na rede social X, Flávio se autodenominava o “verdadeiro presidente eleito do país”. Após 30 minutos, o documento foi removido e uma nova versão substituiu o termo “presidente eleito” por “líder do Brasil”.

Marinho afirmou em coletiva de imprensa que Flávio, devido ao número de votos obtidos e ao papel que desempenhou nas últimas eleições, é “a maior expressão da direita no Brasil”. Ele também comentou sobre a mudança de termos na carta, sugerindo que houve um problema em sua confecção.

Questionado sobre alegações de fraude na eleição, Marinho reconheceu que não há provas para apoiar essa afirmação. “O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, admitiu.

Segundo o senador, as acusações expressas na carta de Flávio seriam um desabafo por ter decidido deixar o país, referindo-se a ele como um “exilado”. Marinho destacou que Flávio saiu do Brasil de forma voluntária, sem ordem de prisão.

Flávio Bolsonaro enfrenta investigações por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, e em 2024 perderá o foro privilegiado e a imunidade parlamentar ao terminar seu mandato de senador.

Em comunicado, Flávio afirmou que liderará a oposição a partir dos EUA e que enfrentará riscos que os parlamentares do PL não poderão correr. Antes de sua saída clandestina em um avião fretado, tinha apenas uma ordem judicial para entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF).

Marinho considerou que essa situação impede Flávio de exercer a liderança da oposição no Brasil, afirmando que “aqui no Brasil é impossível, pelo menos pelos sinais que estavam sendo demonstrados, que ele pudesse exercer esse papel”.

Sobre a declaração de Donald Trump, que afirmou não se “envolver” em relação à carta, Marinho defendeu que o Brasil deve resolver seus próprios problemas e rechaçou qualquer intervenção estrangeira.

Na carta, Flávio também criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, de estender o prazo de votação até as 19h, atendendo pedidos das campanhas do PL e do PT.

No 2º turno das eleições, realizado em 25 de outubro, Lula obteve 64 milhões de votos, enquanto Flávio ficou com pouco mais de 59 milhões. As duas horas adicionais de votação resultaram em apenas 34.393 votos a mais, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As afirmações de Flávio, que não apresentaram provas, contradizem a apuração e o reconhecimento do pleito pelo TSE, que também foi validado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e por líderes de diversos países. O PL, partido de Flávio, já reconheceu a vitória de Lula.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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