As eleições nos Estados Unidos apresentam diversas diferenças em relação ao processo eleitoral brasileiro, desde a forma de votar até as regras que definem o novo presidente. Um aspecto importante são as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, que ocorrem nesta semana.
As midterms são realizadas ao fim do segundo ano do mandato presidencial, mudando a composição do Congresso. Durante essas eleições, todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e um terço do Senado estão em disputa.
Câmara e Senado
Na Câmara dos Representantes, o mandato é de dois anos, sendo renovado tanto nas eleições gerais quanto nas midterms. Já os senadores têm um mandato de seis anos, com 34 ou 35 cadeiras renovadas a cada dois anos. Neste ano, são 35 senadores que estão em disputa.
É importante destacar que, em cada eleição, apenas um terço do Senado é renovado, portanto, nem todos os estados elegem novos senadores. Este ano, 15 estados não terão votação para senador, incluindo Arizona, Califórnia e Nova York.
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Importância das eleições
As eleições de meio de mandato são um termômetro da opinião pública em relação ao governo federal. A insatisfação com o presidente geralmente se reflete nas urnas, resultando em uma maior votação para candidatos do partido oposto.
Atualmente, o presidente dos EUA, Donald Trump, é do Partido Republicano. As vitórias do Partido Democrata nas midterms indicam um desgaste da imagem do presidente, que já apresentava índices de aprovação abaixo de 30%, com uma desaprovação em torno de 60%.
Com o Congresso sob controle do partido adversário, Trump enfrentará dificuldades em aprovar projetos, especialmente em questões controversas como tarifas e a política externa.
Governadores e cédulas estaduais
Além de senadores e deputados, as midterms também envolvem a escolha de novos governadores em 36 dos 50 estados. Cada estado possui regras eleitorais específicas, o que significa que nem todos realizam eleições para governador ao mesmo tempo.
Os eleitores também enfrentam cédulas com votações próprias. Por exemplo, no Kansas, os cidadãos votaram para deputado, senador, governador e outras posições, enquanto no Missouri, as opções eram limitadas a auditor estadual e representantes estaduais.
Além das eleições, muitos estados utilizam a ocasião para realizar consultas públicas, como ocorreu no Kansas e no Missouri, onde os eleitores foram questionados sobre temas adicionais.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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