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Ministério da Saúde compra até 20 mil doses da vacina contra a mpox

News in PautaPor: News in Pauta
Publicado em: 05/11/2026 às 19:19
Última atualização em: 05/11/2026 às 19:19

O Ministério da Saúde anunciou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox, com o objetivo de reforçar o estoque do imunizante no Sistema Único de Saúde (SUS). A aquisição tem caráter preventivo e estratégico.

A mpox, doença viral zoonótica anteriormente conhecida como varíola dos macacos, apresenta sintomas que costumam durar de duas a quatro semanas. Esses sintomas incluem erupções cutâneas, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e fraqueza.

Cenário Epidemiológico

Em 2026, o Brasil registrou 665 casos de mpox, um número 94% inferior ao de 2022, quando foram contabilizadas mais de 10 mil ocorrências. Apesar da redução, a continuidade da vigilância e a disponibilidade de imunizantes são essenciais para atender às demandas nos estados.

A estratégia nacional de vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids que têm contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, pois esse grupo está em maior risco de desenvolver formas graves da doença. Essas pessoas devem procurar centros de referência onde já realizam acompanhamento para cadastro e agendamento da vacinação.

Além disso, doses remanescentes podem ser oferecidas a pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.

Transmissão e Vigilância

O vírus da mpox é transmitido principalmente por contato direto com lesões ou erupções na pele de pessoas infectadas, secreções corporais (como pus e saliva) e objetos contaminados. A transmissão também pode ocorrer por contato próximo e prolongado com secreções respiratórias de uma pessoa infectada.

O monitoramento epidemiológico é realizado em colaboração com as secretarias estaduais e municipais de saúde, incluindo identificação e notificação de casos suspeitos, investigação epidemiológica e diagnóstico laboratorial. Pessoas com sintomas compatíveis devem buscar atendimento médico.

Durante a avaliação, os profissionais de saúde investigarão possíveis exposições e orientarão sobre os cuidados necessários. A vacinação pós-exposição é recomendada preferencialmente nos primeiros quatro dias após o contato, mas pode ser realizada até 14 dias depois, com a eficácia reduzida nesse intervalo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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