News in Pauta
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Embaixador de Cuba alerta sobre risco de invasão pelos EUA

News in PautaPor: News in Pauta
Publicado em: 30/10/2026 às 07:37
Última atualização em: 30/10/2026 às 07:37

O embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, afirmou que o governo cubano considera real o risco de uma invasão da ilha pelos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump. Em entrevista à Agência Brasil, Palomo destacou que Cuba está preparada para uma possível agressão militar.

“O povo cubano se prepara hoje para uma invasão real dos EUA. O governo e o povo cubanos não podem ignorar as pretensões dos EUA de uma invasão a Cuba. Isso é real”, afirmou o diplomata.

Palomo também fez um apelo à comunidade internacional e à imprensa para que não aceitem uma invasão da ilha pelos estadunidenses, ressaltando que “não é possível normalizar uma agressão militar contra Cuba”.

O embaixador destacou que a maioria dos cubanos defende a soberania da ilha e está disposta a lutar contra uma invasão militar. “Cuba tem história, tem tradição de luta. Cuba tem tradição de preparação da população para essa luta, que é uma questão que não pode ser ignorada pelos EUA”, explicou.

Desde janeiro de 2025, com a volta de Donald Trump ao poder, Washington intensificou a pressão sobre Havana por meio de novas sanções, incluindo um bloqueio energético e ameaças a países que vendem petróleo à ilha, resultando em três meses sem importações de petróleo.

Em março, Trump chegou a declarar que teria a “honra de tomar Cuba” e, meses depois, afirmou que iriam “cuidar de Cuba” após resolverem questões com o Irã, em meio a um conflito que se arrasta desde fevereiro.

Apesar das tensões, Trump mencionou a possibilidade de um acordo com Cuba, afirmando que “não acho que precisaremos das forças armadas”.

As sanções econômicas contra Cuba têm se intensificado, levando à diminuição de voos internacionais e à saída de empresas hoteleiras e da Visa, impactando severamente o setor de turismo do país.

A Casa Branca classificou Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” em janeiro, acusando o país de abrigar adversários dos EUA e de estar focado em roubar informações sensíveis de segurança nacional.

O secretário de Estado, Marco Rubio, filho de cubanos, tem aumentado as críticas ao governo de Miguel Díaz-Canel, prometendo medidas para promover mudanças em Cuba, que, segundo ele, não seriam fáceis.

Palomo descreveu as acusações dos EUA como “ridículas”, afirmando que um país bloqueado e economicamente asfixiado não representa ameaça à primeira potência do mundo. Ele classificou uma possível agressão militar dos EUA como genocídio, destacando a disparidade de forças entre uma potência nuclear e um pequeno país.

O embaixador alertou que a posição geográfica de Cuba torna a situação complexa para os EUA, sugerindo que uma invasão poderia gerar reações adversas dos cubanos vivendo na América. “Uma guerra em Cuba pode começar, você não sabe como vai terminar”, ressaltou.

Embora reconheça os problemas enfrentados pela ilha, Palomo argumentou que Cuba deve resolver suas questões internamente, sem intervenção militar. “Nós cubanos temos problemas, mas os cubanos têm o direito de resolver os próprios problemas por vontade própria, não por uma agressão militar. Esse não é o caminho”, concluiu.

Recentemente, o Departamento de Estado dos EUA impôs novas sanções contra empresas de “tecnologias sensíveis” relacionadas à Cuba e decretou a prisão do ex-presidente cubano Raúl Castro.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Viu algum erro? Por favor, nos informe aqui.

Pautas Populares