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Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas destaca iniciativas contra feminicídio no futebol

News in PautaPor: News in Pauta
Publicado em: 02/11/2026 às 15:55
Última atualização em: 02/11/2026 às 15:55

O Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas se destaca por sua categoria Futebol Feminino Contra o Feminicídio, que visa reconhecer ações de clubes na luta contra o assédio e a violência de gênero. Os finalistas da edição de 2026, revelados nesta segunda-feira (2), são Bahia, Botafogo e Internacional.

De acordo com o estudo ‘Retrato dos Feminicídios no Brasil’, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado em março deste ano, 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, o que equivale a um assassinato a cada cinco horas e 36 minutos. Esse número representa um aumento de 4,7% em relação a 2024. A maioria das vítimas é composta por mulheres negras (62,6%) e está na faixa etária de 30 a 39 anos (28,3%).

Ainda segundo o estudo, entre 2021 e 2024, 66,3% dos feminicídios ocorreram dentro da residência da vítima, e mais de 80% dos crimes foram cometidos por parceiros íntimos, sendo 59,4% atuais e 21,3% antigos.

Os clubes finalistas foram selecionados por um júri composto exclusivamente por mulheres, incluindo jornalistas e comunicadoras que atuam em pautas sobre igualdade de gênero. Essa avaliação considerou as diferentes iniciativas dos clubes sob uma perspectiva esportiva e social.

O vencedor será anunciado em uma cerimônia no Museu do Futebol, em São Paulo, no dia 15 de novembro. Além da categoria contra o feminicídio, também serão premiados os melhores em outras categorias, como Craque da Torcida, Jogadora Revelação e Melhor Jogadora.

Nesta temporada, o Bahia lançou a campanha ‘Feminicídio Zero’ em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres do governo estadual. Durante um jogo no Campeonato Baiano, faixas de conscientização foram exibidas e os jogadores entraram em campo com camisetas roxas em apoio à campanha. Uma unidade móvel também foi disponibilizada para acolhimento e orientação sobre serviços de proteção.

No Brasileirão masculino, o clube implementou a ação ‘Terceiro Tempo’, em colaboração com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a agência Propeg, para alertar sobre o aumento da violência de gênero em dias de jogo. O estudo ‘Futebol e Violência contra a Mulher’ revelou que, nesses dias, os registros de ameaças aumentam em 27,4% e os casos de lesão corporal decorrente de violência doméstica crescem 28,8%.

Após um jogo contra o Internacional, em 30 de agosto, um grupo de mulheres, incluindo influenciadoras e torcedoras do Bahia, permaneceu na arquibancada com um letreiro que dizia: ‘Hoje, ficar no estádio é mais seguro que em casa’.

O Botafogo, desde 2022, desenvolve o projeto ‘A Hora Delas’ para promover a presença feminina no futebol. O Estádio Nilton Santos é o primeiro no Rio de Janeiro a ter um posto para denúncias de assédio e violência de gênero, apoiado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e pelo Juizado Especial Criminal (Jecrim).

O nome ‘Hora Delas’ foi estampado em uma camisa especial utilizada na partida contra o Remo, no dia 28 de setembro, em apoio à campanha Outubro Rosa, com listras inspiradas na árvore sakura.

Uma ação memorável do Botafogo ocorreu em um jogo contra o Corinthians, em 30 de novembro do ano passado, onde os números nas costas dos atletas foram redesenhados a partir de radiografias de mulheres agredidas, e a frase ‘quem matou?’ acompanhava os nomes de mais de 40 vítimas de feminicídio.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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