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Juíza propõe medidas mais rigorosas contra torcidas organizadas após violência

News in PautaPor: News in Pauta
Publicado em: 05/11/2026 às 08:38
Última atualização em: 05/11/2026 às 08:38

A juíza Renata Guarino Martins, em exercício no Juizado Especial do Torcedor do Tribunal de Justiça do Rio, está defendendo a implementação de medidas mais severas contra agressores ligados a torcidas organizadas. A proposta surge após confrontos violentos entre torcedores do Flamengo e do Vasco, ocorridos no dia 29 de outubro durante uma partida do Campeonato Brasileiro, que resultaram em feridos e um torcedor baleado.

Segundo a magistrada, a violência entre as torcidas continua a causar vítimas, mesmo com a existência de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) estabelecidos. Renata afirma que, como as ações anteriores não tiveram o efeito desejado, é necessário revisar os protocolos e adotar punições mais rigorosas para prevenir a violência e até mortes entre torcedores. Ela destaca que os confrontos são frequentemente organizados antecipadamente por meio das redes sociais.

Um incidente grave ocorreu antes do jogo entre Flamengo e Vasco, quando um homem foi ferido com um tiro no pescoço em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, após ser confundido com um torcedor rival.

Devido à continuidade da violência, mesmo fora dos estádios, a juíza decidiu oficiar o Ministério Público do Rio para que se manifeste sobre o “TAC das torcidas”.

“A situação é grave e não é inédita. O Ministério Público [MP] estabeleceu TACs com torcidas organizadas em ações civis públicas que não têm sido eficazes, uma vez que a direção das torcidas não informa os integrantes envolvidos em confrontos, nem os exclui de seus quadros, contrariamente ao que estabelece a cláusula quarta dos TACs”, afirmou a magistrada.

Renata Guarino sugere que, em virtude dos crimes cometidos por essas torcidas e seus membros, que incluem desde lesões corporais até homicídios, haja uma revisão e possível extinção desses termos. Ela solicita, portanto, uma manifestação do MP sobre a questão.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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